“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”. – John Donne
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Parte II - 11 de setembro de 2001, o dia que começou em 1979 e ainda não terminou

No dia 11 de setembro de 2001, acordei pela manhã, e como fazia diariamente, fui em direção a casa de meus avós, que fica a uns 200m da minha, já no meio do caminho vi comentários de um avião que havia caído em cima de um prédio, quando cheguei minha avó estava vendo o noticiário na televisão onde falavam do suposto acidente do avião chocando-se com a torre do WTC, instantes depois eu, assim como grande parte do mundo vímos, ao vivo, o segundo avião indo em direção a segunda torre e chocar-se com um impacto tão forte que parece que o avião atravessou o prédio aparecendo o seu bico no outro lado. Estarrecido acompanhei todos os acontecimentos, vendo inclusive, as torres desabando parecendo imagens de algum filme hollywoodiano. A medida que as informações foram sendo divulgadas ficamos sabendo que quatro aviões teriam sido sequestrados e usados para atacar os EUA e seu odiado presidente.
O primeiro avião foi um boing 767 da empresa American Air lines, voo 11, que decolou de Boston com destino a Los Angeles e após ser sequestrado teve como destino a torre norte do WTC, chocando-se entre os andares 93 e 99, a uma velocidade estimada de 790 km/h. Incluindo os sequestradores havia 92 pessoas dentro.

O segundo foi um boing 767 da United Air Lines, voo 175, que partiu do mesmo aeroporto que o primeiro, em Boston, 15 minutos depois. O avião atingiu a torre sul do WTC apenas 17 minutos após ter sido atingida a primeira, 65 pessoas estavam a bordo do avião.
A torre sul, segunda a ser atingida desabou primeiro, 56 minutos depois de ser atingida e a torre norte caiu 28 minutos depois da sul. Durante o tempo entre o impacto dos aviões e o desabamento das torres pessoas saltavam das janelas para fugir do calor e das chamas e 343 pessoas entre bombeiros e paramédicos morreram tentando prestar socorro nas duas torres, e vários profissionais desenvolveram problemas de saúde físicos e psicológicos após o resgate.
O terceiro avião era o voo 77 da United Air Lines, que partiu de Washington com destino a Los Angeles e 35 minutos depois de sequestrado atingiu o pentágono, além das 64 pessoas a bordo morreram outros 125 funcionários do departamento.
O quarto avião era o Voo 93 da United Air Lines, que partiu do aeroporto de Newark em Nova Jérsei com destino a São Francisco, a bordo haviam 4 sequestradores, 7 tripulantes e 33 passageiros, por causa de um pequeno incêndio nas obras do aeroporto no dia anterior, esse voo partiu com um atraso de uma hora, atrasando também o cronograma de ataques elaborado pelos sequestradores, esse atraso fez com que os passageiros, em contato com familiares, soubessem que outros aviões haviam sido lançados contra as torres gêmeas, sabendo disso os passageiros reagiram e o avião descontrolado acabou caindo em um campo no estado da Pensilvânia, não atingindo o seu alvo que seria a Casa Branca ou o Capitólio. Antes da queda a torre de controle de Cleveland manteve contato: “United 93 identifique-se!”, um dos sequestradores avisa que havia uma bomba a bordo e que estariam voltando para o aeroporto. Há versões não oficiais de que o avião teria sido atingido por um míssil do próprio governo norte-americano.
Dentre os 2.016 civis que morreram nos atentados, 3 eram brasileiros:
Anne Marie Salerin Ferreira de 29 anos, Sandra Fajardo Smith de 37 anos e Ivan Kyrillos Jr. de 30 anos.
11 de setembro de 2001, o dia que começou em 1979 e ainda não terminou...

Nessa época uma liderança começava a se destacar, Osama Bin Laden, e que após o fim da guerra, organizou juntamente com Ayman Al-Zawari e Abu Mussab Al-Zarqawi, a Al Qaeda com os muitos combatentes afegãos, e também, os vindos de outros países e que acabaram ficando por lá.
Após a retirada da URSS dos territórios afegãos, em 1989, mais uma vez o Afeganistão se viu em outra guerra civil, diferentes grupos locais que lutavam lado a lado contra o inimigo soviético disputavam o poder no país. Nesse momento dois grupos prevalecem: a aliança do norte que ficou com a faixa norte do país, enquanto outros grupos religiosos se juntaram e dominaram a maior parte do Afeganistão. Em 1994, os Talibãs propunham a união de todos os grupos e uma forma de governo baseado na religião e consolidaram-se no poder, a principio com o apoio da população, mas com o tempo com suas leis rígidas e perseguições às minorias étnicas os Talibãs começaram a ser temidos. Nesse momento Bin Laden, que estava no Sudão volta ao país.
A príncipio a Al Qaeda tinha o interesse na difusão e defesa do Islã em caráter local. Com a invasão, em 1990, de Sadan Hussein presidente do Iraque ao Kwait um país minúsculo, mas grande produtor de petróleo e o posterior início da Guerra do Golfo liderada pelos norte-americanos juntamente com uma coalisão de 29 países, dentre eles a Arábia Saudita. A Al Qaeda pretendia envolver-se no conflito contra Sadan Hussein considerado um infiel, depois que a Arábia Saudita permitiu que os EUA instalassem bases militares em seu território, Bin Laden deixa seu próprio país de origem.
Os muçulmanos entendiam que aquele era mais um conflito “de família” e que deveria ser resolvido entre eles, e uma intervenção de países do ocidente foi uma afronta a todo o povo islâmico, a guerra Iraque contra Kwait passou a ser entendida como Iraque contra Ocidente e consequentemente Islã contra o Ocidente, trazendo de volta um sentimento de conflito milenar, pois vem desde as cruzadas, entre a civilização ocidental (cristã) e o mundo muçulmano.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Imagens do dia - 07.09.2011
Se alguém quizer alguma foto minha sem a marca do blog é só me falar que eu envio por e-mail sem problema algum.