“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”. – John Donne

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Filme Marcha da Educação

Marcha da educação em Rio Grande - 01.09.2011
Educação tem que ser 10!
10% do PIB para a educação


Música 1:
Corazón De Estudiante
Mercedes Sosa, Leon Gieco e Milton Nascimento

Música 2:
Me Gustan Los Estudiantes
Mercedes Sosa

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Educação tem que ser 10! Com esse lema estudantes e trabalhadores em educação de todo o País reivindicam mais investimentos na educação..

Estudantes, trabalhadores em educação, representantes de sindicatos e movimentos populares e estudantis realizaram hoje, 01, uma passeata em defesa de 10% do PIB para educação. Esse percentual garantiria uma melhor renumeração para os trabalhadores em educação e melhorias na infra-instrutora das escolas de todos os níveis de ensino.

O ato público começou as 08h30min da manhã, com a concentração no Largo Dr. Pio e logo após, os manifestantes dirigiram-se em passeata pelas ruas Gal. Neto, Gal. Vitorino, 24 de maio e Gal. Osório encerando o ato na frente do Hospital Universitário com uma mateada organizada pela APTAFURG.

Participaram do ato: URES - UJS - JPT - DCE FURG - CPERS - SINTERG - SIMPRO - APROFURG - APTAFURG - SINASEFE - SESIRG






























Pessoal disponibilizei todas as fotos que tirei no ato, são aproximadamente umas 150 fotos, elas estão no slide (ao lado direito da págna bem em cima) chamado Manifestação da Educação em Rio Grande, é só clicar e abrirá um album do Picasa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nancy Wake, "O Rato Branco" heroína da segunda guerra mundial morreu aos 98 anos

Heroína Nancy Wake com uma de suas condecorações recebida

Nancy Grace Augusta Wake, nasceu em Roseneath, Wellington, Nova Zelândia em 30 de agosto de 1912, quando ela tinha dois anos, sua família se mudou para Sydney, na Austrália onde estudou na North Sydney Girls High School . Aos 16 anos, fugiu de casa para trabalhar como enfermeira. Com 200 € recebidos de uma tia, viajou para New York e depois para Londres onde estudou jornalismo.

Na década de 1930 trabalhou em Paris e mais tarde trabalhou para Hearst jornais como correspondente européia. Um de seus primeiros trabalhos foi entrevistar Adolf Hitler em Viena (1933), ela testemunhou a ascensão de Hitler e do movimento nazista, testemunhou a violência contra judeus, ciganos, negros e manifestantes nas ruas de Paris e de Viena. O trabalho como jornalista não bastava, sentia que poderia ajudar não somente contando a história, preferiu participar da luta juntando-se aos aliados.

"O povo judeu amarrado às rodas maciças. Eram as rodas rolando e os judeus sendo chicoteados. Eu estive lá e pensei, 'Eu não sei o que vou fazer sobre isso, mas se posso fazer qualquer coisa um dia, eu vou fazer. "E eu sempre tive essa imagem na minha mente, durante toda a guerra. "

Em 1939 casou com o industrial francês Henri Edmond Fiocca, Morava em Marselha, na França , quando a Alemanha invadiu. Após a queda da França em 1940, ela tornou-se um mensageiro para a Resistência Francesa e, mais tarde juntou-se à rede de fuga do capitão Ian Garrow . Em referência a sua capacidade de evitar a captura, a Gestapo a chamou de “o Rato Branco”. Ficou conhecida pela sua capacidade de manter-se indetectável, e também por ter ajudado centenas de membros dos Aliados a fugir da França ocupada pelos Nazistas.

Em uma ocasião o abastecimento estava ameaçado por causa da destruição dos códigos de rádios, Nancy participou de uma maratona ciclística de 500 km, durante 72 horas passou por vários postos de controle alemães, a fim de encontrar um operador da Grã-Bretanha com os novos códigos de rádio.

A resistência francesa teve que ter muito cuidado com suas missões, como sua vida estava em perigo constante. Em 1943, ela era a pessoa mais procurada da Gestapo, com um preço estipulado de 5 milhões de francos por sua cabeça. Quando a rede foi traída em dezembro de 1943, teve que fugir de Marselha. Seu marido, Henri Fiocca, mais tarde foi capturado, torturado e executado pela Gestapo em 16 de outubro de 1943. Nancy havia sido presa em Toulouse, mas libertada quatro dias depois. Somente após o fim da guerra ficou sabendo que Gestapo havia torturado seu marido até a morte por se recusar a revelar o seu paradeiro, e sentiu-se culpada por isso.

Em abril 1944, ela foi para o pára-quedas Auvergne, tornando-se uma ligação entre Londres e os Maquis, grupo liderado pelo capitão Henri Tardivat. Parte de seu trabalho era alocar armas e equipamentos que estavam em pára-quedas, além de cuidar das finanças do grupo. Ela tornou-se especialista em recrutar mais membros, fazendo com que os grupos Maquis se tornassem uma força formidável, com cerca de 7.500 bravos guerreiros. Ela também liderou ataques a instalações da Gestapo em Montluçon .

"Ela é a mulher muito feminina eu sei, até que a luta começe. Então ela é como cinco homens." - Tardivat Henri

Após a guerra, Nancy tornou-se a mulher mais condecorada pelos aliados por sua atuação na segunda guerra mundial, foi agraciada pelos EUA com a Medalha George e também, com a Medalha da Liberdade , a Médaille de la Résistance e três vezes a Croix de Guerre.

Casou-se pela segunda vez em 1957, com um piloto de caça Inglês ex-RAF, John Melvin Forward. Seu marido, morreu em Port Macquarie, em 19 de agosto de 1997, o casal não tinha filhos.

Em 1985, publicou sua autobiografia intitulada “Wake, The Mouse White” (Wake, o Rato Branco). O livro se tornou um best-seller, e foi reeditado várias vezes desde então. Em 2001, uma biografia abrangente sobre Wake foi escrita pelo autor australiano Peter FitzSimons e chamou Nancy Wake, A Biography of Our Heroine que,e também se tornou um best-seller. Naquele mesmo ano, ela deixou a Austrália pela última vez e emigrou para Londres.

Desde que teve um ataque cardíaco em 2003, Nancy vivia numa casa de repouso para veteranos em Londres, morreu aos 98 anos, na noite de domingo (07/08) no Hospital Kingston depois de ser internada no hospital com uma infecção no peito. Segundo a BBC, será cremada, suas cinzas serão espalhadas em Montlucon, no centro da França, local que presenciou muitas das suas façanhas.

“A liberdade é a única coisa pela qual vale a pena viver. Enquanto fazia este trabalho, costumava pensar que não me importava se morresse, porque sem liberdade viver é inútil”, disse a antiga espiã numa entrevista a BBC

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Rudolf Brazda, o último dos "Triângulos Rosas"

Morreu ontem, aos 98 anos, Rudolf Brazda, o último sobrevivente dos "Triângulo Rosa", grupo de prisioneiros homosexuais presos em campos de concentração nazistas durante a segunda guerra mundial.

O triângulo rosa foi um dos símbolos usados nos campos de concentração nazistas. Indicava quais homens haviam sido capturados por práticas homossexuais. É portanto, o símbolo mais antigo existente que representa a comunidade homossexual.

Em 1934, Brazda foi condenado a seis meses de prisão em conformidade com a lei que proibia o homossexualismo. Foi preso novamente em 1938 e mandado para Buchenwald no centro da Alemanha, onde permaneeceu preso de 1941 a 1945. Estima-se que os nazistas tenham enviados para campos de concentração de 5.000 a 15.000 homossexuais.

Brazda saiu do anonimato em 2008, quando a Alemanha inaugurou um monumento para homenagear os "triângulos rosas" e anunciou que apenas uma testemunha do horror permanecia viva. Sua história foi registrado em livro, foi um dos autores do Itinerário de um triângulo rosa, no qual relembrou os 32 meses no campo de concentração, os trabalhos forçados, a presença da morte, as agressões e as humilhações.

"Depois da guerra, eu tive uma vida muito feliz. Nós já não eramos obrigados a se esconder, como antes, quando erámos considerados anormais,mas graças a Deus, hoje nós somos livres ", disse Brazda.

Rudolf Brazda olhando para o monumento às vítimas homossexuais da Alemanha nazista, em 2008

Triângulos Nazistas

Os campos de concentração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, possuíam um sistema de figuras geométricas em forma de triângulos, para auxiliar na identificação do tipo de pessoa que a portava:

▼ Amarelo - judeus usavam dois triângulos sobrepostos, para formar a Estrela de Davi, com a palavra "Jude" inscrita, aqueles que eram considerados apenas parcialmente judeus, muitas vezes usavam apenas um triângulo amarelo.

▼ Vermelho - dissidentes políticos, incluindo comunistas, sociais-democratas, liberais, anarquistas e maçons.

▼ Verde - criminoso comum. Criminosos de ascendência ariana recebiam frequentemente privilégios especiais nos campos e poder sobre outros prisioneiros.

▼ Púrpura (roxo) - basicamente aplicava-se a todos os objetores de consciência por motivos religiosos, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, que negavam-se a participar dos empenhos militares da Alemanha nazista e a renegar sua fé assinando um termo declarando que serviriam a Adolf Hitler.

▼ Azul - imigrantes. Foram usados, por exemplo, pelos prisioneiros Espanhóis que se exilaram em França a seguir à derrota na revolução Espanhola, e que mais tarde foram deportados para a Alemanha considerados como apátridas.

▼ Castanho - ciganos roma e sinti.

▼ Negro - lésbicas e mulheres "anti-sociais". (alcoólatras, grevistas, feministas, deficientes e mesmo anarquistas).

▼ Rosa - homossexuais.

Além do código das cores, alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro, por exemplo: B para belgas; F para franceses; I para italianos; P para polacos; S para espanhois;T para tchecos; U para húngaros.

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse: Drogas vencem talento

Na tarde deste sábado, morreu em Londres a talentosa cantora e compositora Amy Winehouse, influenciada desde criança por seus tios que eram músicos profissionais de Jazz, Amy formou sua primeira banda aos 10 anos de idade, aos 16 obteve seu primeiro contrato profissional com uma gravadora e aos 20 gravou seu primeiro disco.

"Não aprendi muito na escola
Mas sei as respostas não estão no fundo de um copo"

Misturando jazz, soul, blues e pop, lançou seu primeiro disco “Frank”, no Reino Unido em 2003. Em 2006 lançou o seu segundo e último disco “Back to Black” (de volta ao luto), aclamado pela crítica o álbum teve seis indicações ao Grammy Awards, o Oscar da música, e venceu cinco (melhor canção, melhor gravação, artista revelação, melhor álbum vocal e melhor performance vocal feminina), mas nunca foi receber os prêmios, pois as autoridades norte-americana avisaram que Amy era persona non grata, portanto não seria bem vindo aos EUA, por seus vários escândalos e por seu envolvimento com álcool e drogas, o interessante nesse episódio é que, logo o País que se diz mais democrático do planeta e que tanto “defende” os direitos individuais barraram uma pessoa doente, problemática e viciada, como que se nos EUA não tivessem inúmeros artistas e até mesmo cidadãos com esses mesmos problemas.

"Eu me enganei
Como eu sabia que enganaria
Eu te disse que eu era encrenca
Você sabe que eu não presto"

A morte de Amy me faz pensar o porquê de tantos talentosos artistas envolverem-se com álcool e drogas, o que buscam? Curtição, inspiração? Ou será que já se tornou quase que “cultural”, pois, é muito comum no meio artístico o uso de drogas?
Por que juntamente com a fama, muitas vezes vem a depressão?

"Eu não quero beber nunca mais
Eu só oh, só preciso de um amigo
Não vou desperdiçar dez semanas
Pra todo mundo pensar que estou me recuperando"

Amy, também, é um grande exemplo de que muitas vezes o álcool se torna a porta de entrada para outras drogas mais pesadas, pois, se o individuo que tem problemas de comportamento, relacionamento, depressão, entre outros, busca no álcool um caminho de “fuga”, certamente ele irá procurar as drogas mais pesadas para se sentir ainda mais afastado da realidade..

Quando eu estava escrevendo essa postagem, lembrei de uma estrevista do escritor Paulo coelho dada ao fantástico a poucos meses atrás, onde ele dizia:

“O grande perigo da droga é que ela mata a coisa mais importante que você vai precisar na vida: o teu poder de decidir. A única coisa que você tem na sua vida é o seu poder de decisão. Você quer isso ou você quer aquilo? Você vai gostar da droga, mas cuidado, porque você não vai poder decidir mais nada.” - escritor Paulo Coelho.